Abstenção cai entre jovens e idosos no primeiro turno
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral indicam que a abstenção no primeiro turno das eleições diminuiu entre jovens de até 18 anos, idosos e pessoas com menor grau de escolaridade, na contramão do aumento registrado no índice geral do país.
As maiores quedas na ausência às urnas ocorreram justamente em parcelas do eleitorado sem voto obrigatório, como os adolescentes de 16 e 17 anos, cuja abstenção recuou 4,4 pontos percentuais, e os cidadãos com 70 anos ou mais, que registraram uma retração de 9,7 pontos percentuais em relação a 2022.
Entre os analfabetos, grupo que representa 7,89% do eleitorado nacional, o índice de ausência caiu 4,22 pontos percentuais, passando de 52,08% para 47,86%, sendo a maior redução na categoria por nível de instrução.
Em contrapartida, as faixas etárias entre 21 e 24 anos e os eleitores com maior nível de escolaridade, perfis associados ao senador Flávio Bolsonaro, apresentaram alta na abstenção em comparação ao pleito anterior.
A taxa geral de abstenção no Brasil subiu levemente de 20,79% em 2022 para 21,08% neste ano, mantendo uma trajetória de crescimento que é observada de forma contínua desde o ano de 2006.