Alckmin defende isenção e liberdade de expressão na Justiça Eleitoral
O vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, afirmou na segunda-feira (12) que a atuação da Justiça Eleitoral deve ser pautada pela imparcialidade e pela defesa da liberdade de expressão. O posicionamento ocorreu após o vice-presidente ser questionado por jornalistas sobre possíveis posturas parciais do tribunal, durante declarações dadas em São Paulo.
A manifestação de Alckmin veio na esteira de divergências recentes no Tribunal Superior Eleitoral envolvendo um canal de WhatsApp de apoio à campanha. Após ordens de suspensão e posterior reversão da medida por ministros da Corte, técnicos do próprio órgão emitiram um relatório atestando a ausência de conteúdos falsos no espaço virtual monitorado.
Durante a entrevista coletiva concedida após participar de uma missa solene no santuário nacional, o candidato à reeleição pontuou que existem muitas queixas sobre bloqueios de páginas e manifestações na internet. Para ele, o papel fundamental do sistema de justiça é justamente zelar pelas liberdades políticas e de expressão dos cidadãos.
O político também foi interrogado sobre rumores envolvendo a posição de grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro contra o título nacional de Nossa Senhora Aparecida, embora o opositor tenha negado qualquer intenção de mudar o status da padroeira. Diante do cenário, Alckmin enfatizou que o Brasil é uma nação pacífica e reprovou ações contrárias às tradições culturais e religiosas do país.
Por fim, o vice-presidente lembrou a legislação sobre liberdade de culto sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano de 2003. Ele ressaltou que a convivência pacífica exige tolerância com todas as crenças, inclusive por parte de quem não possui religião, frisando que a fé tem o propósito de unir as pessoas.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.