Alemanha pressiona Croácia a resolver atritos com Montenegro na UE
Autoridades revelaram que o governo alemão intensificou a pressão sobre a Croácia para que o país chegue a um acordo construtivo com Montenegro, superando impasses bilaterais que colocam em risco a entrada do candidato mais avançado da União Europeia. Recentemente, Zagreb apresentou uma lista contendo oito exigências que precisam ser atendidas antes que Podgorica conclua sua adesão ao bloco.
Diante desse cenário, Berlim tem atuado ativamente nos bastidores para impedir que o processo de alargamento perca força, chegando a sugerir uma mediação diplomática recente que ainda não foi implementada. A administração do chanceler Friedrich Merz tenta atuar como uma mediadora neutra, preocupada com a possibilidade de que pendências antigas prejudiquem a expansão europeia.
O premiê croata, Andrej Plenković, defendeu a postura de seu país e afirmou que há anos aponta essas questões aos vizinhos montenegrinos, sem notar avanços nos últimos dois anos. Por outro lado, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, criticou publicamente a atitude croata, argumentando que o caminho da integração não deve ser refém de disputas bilaterais.
Esses conflitos remontam aos reflexos das guerras iugoslavas do início da década de 1990, englobando litígios de fronteira e demandas de propriedade que ameaçam a meta de Montenegro de integrar a União Europeia até 2028. Além da Alemanha, governos como os da França e de Luxemburgo também mantêm conversas com Zagreb para evitar bloqueios que prejudiquem o cronograma regional.