Argentina processa o Reino Unido por exploração de petróleo nas Malvinas
O governo da Argentina iniciou uma ação legal para interromper a exploração de petróleo e gás ao norte das Ilhas Malvinas, intensificando o atrito diplomático com o Reino Unido. O pedido foi protocolado no Tribunal Internacional do Direito do Mar, em Hamburgo, com o objetivo de bloquear operações consideradas ilegais pelas autoridades de Buenos Aires.
A iniciativa ocorre duas semanas após o presidente argentino, Javier Milei, exigir o cancelamento do projeto do campo petrolífero Sea Lion, uma parceria entre companhias britânicas e israelenses. O projeto, situado a cerca de 209 quilômetros das ilhas, possui estimativa de 1,7 bilhão de barris e tem previsão de início de extração para 2028, com autorização do governo local das Malvinas e aval britânico.
Em resposta, a ministra do Foreign Office britânico, Uma Kumaran, criticou o que classificou como campanha de coerção econômica e intimidação contra os cerca de 3.500 habitantes do território autônomo. O Reino Unido anunciou novas medidas de proteção por meio da Lei de Proteção de Interesses Comerciais para blindar as empresas envolvidas contra eventuais sanções argentinas.
As tensões sobre a soberania do arquipélago, chamado de Falklands pelos britânicos, permanecem elevadas mais de 40 anos após o conflito armado de 1982. Enquanto Buenos Aires argumenta a necessidade de preservar o meio ambiente marinho e defender seus direitos sobre a plataforma continental, Londres reiterou que vai contestar firmemente a ação no tribunal internacional, mantendo a legalidade das licenças de exploração.
Com informações de bbc.co.uk.