Ataque cibernético a supermercados na França expõe riscos da internet das coisas
Cerca de 700 supermercados na França sofreram um ciberataque sem precedentes na última segunda-feira (12/10), quando hackers invadiram sistemas de refrigeração fabricados pela empresa dinamarquesa Danfoss. Os criminosos elevaram a temperatura de geladeiras e congeladores para até 50 graus Celsius, resultando na perda de toneladas de alimentos e gerando riscos físicos, como princípio de incêndio. O ministro francês das Finanças, Roland Lescure, confirmou a extensão do problema, enquanto a agência de cibersegurança do país orientou o desligamento imediato ou a restrição de acesso a esses equipamentos.
Especialistas apontam que a invasão ocorreu devido à integração de máquinas industriais à internet sem as devidas proteções, como barreiras de acesso e atualizações regulares. O incidente foi comparado ao famoso vírus Stuxnet de 2010 e evidencia os perigos da chamada internet das coisas, onde dispositivos físicos sem telas ou teclados podem ser controlados remotamente. A vulnerabilidade resulta da combinação entre sistemas tradicionais de TI e equipamentos antigos de tecnologia operacional, abrindo brechas para que invasores explorem falhas técnicas ou credenciais comprometidas.
Episódios semelhantes de ataques virtuais a grandes empresas têm sido registrados recentemente em outras regiões, a exemplo de incidentes com redes britânicas e norte-americanas de varejo e alimentos congelados. Especialistas alertam que a ameaça vai muito além do setor comercial e afeta residências e veículos, pois carros conectados, roteadores, eletrodomésticos inteligentes e até escovas de dente podem servir de porta de entrada para cibercriminosos. Para mitigar os riscos, recomenda-se o uso de senhas fortes, autenticação em duas etapas, atualizações constantes e a desconexão de aparelhos que não necessitam de acesso à rede.
Com informações de noticias.uol.com.br.