Ataques com inteligência artificial atingem bancos da Coreia do Sul
Pelo menos nove bancos da Coreia do Sul foram alvo de ataques cibernéticos desde o fim de setembro, segundo informações divulgadas pela empresa americana de segurança digital CrowdStrike.
A investigação aponta que um possível atacante de 26 anos, provavelmente baseado na província chinesa de Guangdong, teria utilizado ferramentas de inteligência artificial para ampliar a escala das invasões.
Segundo a empresa, o suspeito utilizou uma ferramenta chinesa de código aberto chamada ARTEX, desenvolvida para testes de segurança, juntamente com modelos de inteligência artificial. Reuters
A utilização de agentes de IA chama atenção porque permite que uma única pessoa automatize várias etapas de uma operação cibernética e consiga atingir um número maior de sistemas em menos tempo.
Entre as instituições afetadas estão grandes bancos sul-coreanos.
O Shinhan Bank informou que dados pessoais de aproximadamente 25 mil clientes foram comprometidos. O KB Kookmin Bank também comunicou o vazamento de informações de clientes.
O caso provocou uma investigação das autoridades sul-coreanas e aumentou o debate sobre os riscos da utilização de inteligência artificial por criminosos.
A CrowdStrike afirmou que o ataque parece ter motivação financeira. A empresa também identificou o uso de comandos em chinês durante algumas sessões analisadas.
Apesar das suspeitas, a investigação ainda não atribuiu oficialmente os ataques a uma organização específica.
O governo chinês afirmou que não tinha conhecimento detalhado do caso e reforçou que se opõe a atividades de invasão cibernética.
O episódio é mais um sinal de que ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas não apenas para produtividade e desenvolvimento tecnológico, mas também para ampliar ataques contra sistemas digitais.