Ataques de colonos israelenses contra palestinos e diplomatas geram repúdio
A União Europeia condenou duramente a recente onda de agressões cometidas por colonos israelenses contra diplomatas e civis palestinos na Cisjordânia ocupada. O episódio mais recente ocorreu no sábado, quando indivíduos mascarados cercaram e vandalizaram veículos diplomáticos de países como França, Bélgica e Polônia, chegando a agredir um prefeito francês que integrava a comitiva pacífica na região de Taybeh.
O governo dos Estados Unidos também manifestou profunda preocupação com as imagens de violência que atingiram a fotojornalista norte-americana Heidi Levine, que utilizava colete de identificação da imprensa. Organizações humanitárias e autoridades internacionais apontam que os ataques durante a atual temporada de colheita de azeitonas já superaram os registros totais do ano anterior, evidenciando um cenário de impunidade e falta de proteção efetiva para as comunidades locais.
Analistas e ex-diplomatas criticam a postura de governos ocidentais que emitem notas de condenação, mas evitam aplicar sanções concretas contra o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ou contra os assentamentos ilegais. Enquanto isso, famílias palestinas sofrem perdas financeiras severas com o incêndio de pomares, destruição de árvores centenárias e restrições severas ao acesso às terras agrícolas, que representam a principal fonte de sustento para dezenas de milhares de lares.
A colheita de azeitonas é tradicionalmente alvo de investidas de colonos radicais na Cisjordânia, mas a escalada deste ano tem sido impulsionada por um clima político favorável e pela omissão das forças de segurança. O gabinete do primeiro-ministro israelense classificou os relatos recentes como supostos e exigiu evidências mais fortes, ao mesmo tempo em que a polícia local abriu investigações sobre a investida contra os representantes estrangeiros e jornalistas.