Atos na França e Europa terminam com mais de mil prisões
As manifestações realizadas neste sábado contra o custo de vida e as condições da educação na França resultaram em cerca de 1.200 detidos e 150 policiais e gendarmes feridos. O governo francês estimou a participação de 550 mil pessoas em todo o país, enquanto os organizadores apontaram 800 mil manifestantes, incluindo estudantes, trabalhadores e o movimento dos coletes amarelos.
A onda de violência provocou a destruição de patrimônios públicos em várias cidades francesas. Em Limoges, um incêndio criminoso destruiu a sede da prefeitura e provocou o desabamento de parte da estrutura. Em Lyon, o escritório de turismo histórico foi incendiado, e manifestantes impediram a atuação dos bombeiros. Invasões e princípios de incêndio também foram registrados em prefeituras de Angers, enquanto Paris enfrentou barricadas, saques e forte repressão policial.
O presidente Emmanuel Macron declarou que os responsáveis pelas depredações e ataques serão devidamente punidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu defendeu a atuação das forças de segurança. A violência policial também é alvo de apuração, com 24 denúncias em investigação pelo órgão fiscalizador, após incidentes que deixaram feridos graves entre os manifestantes.
Protestos semelhantes motivados pela alta no custo de vida e nos preços de moradia ocorreram em outras nações europeias no mesmo dia. Portugal, Espanha, Itália e Bélgica registraram marchas que, em alguns casos, também terminaram em confrontos com a polícia, uso de gás lacrimogêneo e intervenções com jatos d'água em cidades como Milão, Bolonha e Bruxelas.