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Bens de empresa de táxi aéreo são bloqueados no Rio após queda de helicóptero

Ygara news
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Bens de empresa de táxi aéreo são bloqueados no Rio após queda de helicóptero

A vigésima sexta Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro ordenou o congelamento de bens, contas, investimentos e propriedades da companhia Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos até o teto de dez milhões de reais. A determinação atende a uma solicitação parcial apresentada pelo Ministério Público Federal na esteira da tragédia aérea ocorrida em oito de agosto na região da Vista Chinesa, situada na Floresta da Tijuca, que resultou em quatro óbitos.

Perderam a vida no sinistro o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas pertencentes à mesma família, identificadas como Rocio Cubillos, Wendy Manrique e a jovem Sofia Murillo, de dezessete anos. O impacto da aeronave contra o solo gerou um incêndio de grandes proporções na Mata Atlântica, atingindo a vegetação protegida e provocando danos significativos à fauna e à flora locais, além de ameaçar moradores e visitantes.

Além do bloqueio financeiro e patrimonial, a ordem judicial obriga a empresa e seu administrador a entregarem em trinta dias um Plano de Recuperação de Área Degradada para restaurar o ecossistema afetado. O Ministério Público Federal também cobra dez milhões de reais em danos morais coletivos e aponta que a responsabilidade civil por prejuízos ambientais é objetiva, não dependendo de comprovação de culpa.

O inquérito reuniu dados de investigações policiais e fiscalizações da Agência Nacional de Aviação Civil, que apontou falhas severas na segurança operacional da companhia, como problemas no controle de fadiga da tripulação, ausência de placas de identificação e irregularidades em registros de manutenção. Em razão das constatações, o órgão regulador já havia suspendido o certificado da empresa e interditado outras seis aeronaves da frota.

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