Casa Branca defende nova porta-voz após questionamentos sobre advocacia
A administração americana saiu em defesa de sua nova secretária de imprensa, Katie Zacharia, que enfrenta questionamentos públicos a respeito de suas qualificações jurídicas. Quando anunciou a escolha na semana passada, o presidente Donald Trump a apresentou como advogada, título que a própria estrategista política também já utilizou para se definir.
As dúvidas surgiram na terça-feira, quando um repórter perguntou em qual estado americano ela havia obtido aprovação no exame da ordem. Ao lado do presidente, ela respondeu que foi na China, e registros indicam que ela não possui registro profissional em nenhuma jurisdição dos Estados Unidos onde residiu. Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, declarou que ela possui competência singular para o cargo.
Em sua defesa, Zacharia afirmou em nota recente que atuou com direito transacional internacional amparada pelas devidas credenciais. Um grupo de fiscalização protocolou uma denúncia formal na Ordem dos Advogados da Califórnia solicitando apuração sobre eventual exercício ilegal da profissão, conduta considerada crime na legislação estadunidense.
A instituição de ensino Pepperdine University confirmou que a profissional de 42 anos concluiu sua formação em direito no local em 2011. Relatos apontam que ela chegou a prestar o exame na Califórnia, considerado um dos mais complexos do país, mas não foi aprovada enquanto se preparava para se mudar para Pequim devido ao trabalho de seu marido.
No exterior, ela integrou o escritório Zhong Lun Law Firm entre 2011 e 2013, período em que estrangeiros não recebiam licença para advogar na China, além de ter exercido funções para entidades como o Banco Mundial e atuado no grupo conservador Fix California. Zacharia justificou que confundiu a pergunta do repórter devido ao barulho do helicóptero oficial e que recebeu orientação prévia da universidade sobre como se autodenominar na mídia.