Casal é preso após 200 pessoas serem achadas acorrentadas em clínica na África do Sul
Um pastor e sua esposa foram presos na África do Sul após a descoberta de cerca de 200 pessoas mantidas em condições degradantes em um suposto centro de reabilitação clandestino. A operação ocorreu na última quinta-feira em uma igreja localizada na província de Mpumalanga, no nordeste do país.
As autoridades que invadiram o local relataram cenários de extrema crueldade, com internos apresentando ferimentos pelo corpo e alguns acorrentados uns aos outros. Embora os administradores tenham declarado que abrigavam apenas 60 pessoas, a fiscalização encontrou mais do que o triplo, incluindo mais de 30 mulheres, além de um menino de 11 anos e uma menina de 16 dividindo o mesmo espaço com adultos.
Os internos, em sua maioria dependentes químicos, viviam em superlotação e sem acesso a água encanada ou banheiros funcionais. O casal cobrava uma taxa mensal de 3.000 rands por pessoa, valor equivalente a cerca de 182 dólares, sendo que quase metade dessa quantia era direcionada para a própria igreja.
A polícia informou que os suspeitos foram formalmente acusados de sequestro, embora novas acusações possam ser apresentadas à medida que a investigação avança. Após o resgate, 14 pessoas precisaram ser encaminhadas a hospitais da região para receber atendimento médico adequado.