Cientista contesta descoberta biológica anunciada pela Anthropic
A empresa de inteligência artificial Anthropic divulgou recentemente que agentes de IA descobriram novas enzimas, batizadas de ARTs, em uma conquista celebrada como um avanço autônomo na biotecnologia. No entanto, o biólogo computacional Mario Rodríguez Mestre, da Universidade de Copenhague, contestou o feito e afirmou que ele e sua equipe estudam essas mesmas moléculas há quatro anos.
Nos últimos três anos, Mestre utilizou regularmente os modelos da Anthropic, incluindo o assistente Claude, para escrever códigos e redigir manuscritos científicos. Durante essas interações, o pesquisador compartilhou rascunhos de sua tese e detalhes sobre os chamados jumbotrons, levantando a preocupação de que seu trabalho possa ter treinado versões futuras dos sistemas de IA.
Em nota oficial divulgada no domingo, a Anthropic afirmou não ter conhecimento de trabalhos anteriores que descrevessem o sistema ART encontrado recentemente e garantiu que o Claude não é treinado com transcrições de usuários. A companhia reiterou que a IA identificou de forma autônoma o conjunto de moléculas de RNA e proteínas associadas à transcriptase reversa.
Apesar da resposta da empresa, o episódio gerou apreensão em outros pesquisadores sobre a confidencialidade de dados inseridos em ferramentas de inteligência artificial. Diante da situação, Mestre informou que está encerrando gradualmente seus projetos com o Claude e migrando para outros modelos tecnológicos.
Com informações de www1.folha.uol.com.br.