Colonos israelenses atacam diplomatas europeus na Cisjordânia
Colonos israelenses mascarados agrediram diplomatas europeus, um prefeito francês e o arcebispo de Cambrai na cidade cristã de Taybeh, localizada na Cisjordânia ocupada. O grupo extremista também atacou palestinos que realizavam a colheita de azeitonas em suas terras, deixando três feridos e danificando um veículo diplomático com o vidro blindado quebrado.
Bernard Baudoux, prefeito da comuna francesa de Aulnoye-Aymeries, foi derrubado ao chão e agredido enquanto tentava entrar em um carro oficial. A esposa dele e o arcebispo Vincent Dollmann também foram ameaçados pelos agressores armados com porretes, que contaram com a presença do cônsul-geral da França em Jerusalém e representantes consulares da Bélgica e da Polônia no local.
Autoridades internacionais reagiram fortemente ao episódio de violência ocorrido no último sábado. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, condenou os ataques e reforçou a cobrança por sanções da União Europeia contra os colonos, enquanto o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu que Israel intensifique o combate a essas ações criminosas.
De acordo com a organização de direitos humanos Yesh Din, mais de 170 ataques foram registrados por colonos desde o início da colheita anual de azeitonas em 27 de setembro, resultando em pelo menos quatro mortes, mais de cem feridos e milhares de árvores danificadas. A onda de violência também atingiu a imprensa, com a fotógrafa do Washington Post, Heidi Levine, ferida gravemente durante cobertura na cidade de Abu Falah.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, repudiou os ataques e informou que a polícia abriu uma investigação, argumentando que diplomatas estrangeiros correm riscos quando circulam na Cisjordânia sem coordenação militar prévia. Em contrapartida, fontes diplomáticas ocidentais lembraram que exigir notificação antecipada de viagens viola acordos e o direito internacional, recaindo sobre Israel a obrigação de garantir a segurança na região.