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Conflitos violentos se espalham por várias cidades da Albânia

Ygara news
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Conflitos violentos se espalham por várias cidades da Albânia

Confrontos intensos entre manifestantes e a polícia de choque eclodiram em diversas cidades albanesas ao longo de quatro dias, atingindo um nível de violência não visto havia décadas. Além de edifícios governamentais, estabelecimentos privados também foram atacados, com o registro de incêndios no Ministério da Educação e em outras repartições públicas. A capital Tirana tem sido o epicentro dos atos, mas os tumultos rapidamente se espalharam para centros urbanos como Durrës, Shkodër, Lezhë e Vlora no oeste, Gjirokastër no sul e Korçë no leste.

As novas mobilizações surgiram inicialmente como um movimento estudantil que cobrava providências do governo em relação aos elevados custos de mensalidades escolares, livros e do próprio custo de vida. No entanto, o cenário mudou quando manifestantes mascarados começaram a atirar pedras contra as forças de segurança, que responderam com o uso de gás lacrimogêneo, jatos de água e cassetetes. Dezenas de policiais ficaram feridos nos episódios, que também abrigam ativistas do movimento Flamingo, conhecido por realizar protestos pacíficos diários durante o verão contra o primeiro-ministro Edi Rama.

O movimento do flamingo havia iniciado meses antes em oposição a um projeto turístico na costa do Adriático ligado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, sob o argumento de que a obra ameaçava a sobrevivência de aves na ilha de Vlora. A insatisfação popular ganhou força em meio a denúncias crescentes de corrupção envolvendo ministros e autoridades de alto escalão, cenário agravado pela fuga de um vice-primeiro-ministro e pela ordem de afastamento de outro. Os organizadores do movimento afirmam não ter vínculos partidários e entoam palavras de ordem exigindo prisões tanto de Rama quanto do líder oposicionista Sali Berisha.

O primeiro-ministro Edi Rama descartou qualquer possibilidade de renúncia e visitou alguns dos prédios danificados pelos ataques. Rama atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios à oposição liderada por Sali Berisha, além de sugerir, sem citar nomes, a possível participação de serviços secretos estrangeiros interessados em prejudicar a candidatura da Albânia à União Europeia. Enquanto o governo tenta conter a crise e proteger a imagem turística do país, o Reino Unido orientou seus cidadãos a evitarem grandes aglomerações e acompanharem as atualizações locais de segurança.

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