Confrontos em Tirana entram no terceiro dia e premiê repudia violência
As forças de segurança e manifestantes voltaram a entrar em confronto nesta quinta-feira na cidade de Tirana, capital da Albânia, marcando o terceiro dia consecutivo de tumultos. Os atos violentos resultaram em danos a prédios públicos e levaram o primeiro-ministro Edi Rama a repudiar publicamente a situação de desordem.
Estudantes que exigem mudanças na área educacional uniram-se a atos antigovernamentais mais amplos, pedindo a renúncia de Rama sob acusações de corrupção e entoando gritos de protesto pelas ruas centrais. Os distúrbios anteriores, ocorridos na quarta-feira, deixaram 89 feridos, sendo 61 policiais, após ataques a agências bancárias, comércios e sedes governamentais.
As mobilizações populares na Albânia já duram mais de quatro meses, impulsionadas também pela oposição a um projeto de turismo de luxo associado a familiares de Donald Trump, apontado pelos críticos como símbolo de desigualdade. O Partido Democrático, de oposição, apoia o movimento estudantil e cobra a criação de um governo de transição e a antecipação do pleito.
Em resposta aos episódios de violência, uma delegação da União Europeia no país pediu moderação de ambas as partes e classificou a escalada como preocupante. A Comissão Europeia mantém o objetivo de concluir as negociações para a adesão albanesa ao bloco até o ano de 2027.