Demissão por justa causa mantida após mensagens picantes no trabalho
A Quinta Vara do Trabalho de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, confirmou a validade de uma demissão por falta grave aplicada a uma funcionária. Ela foi flagrada utilizando o programa Microsoft Teams, ferramenta de trabalho da companhia, para trocar mensagens de cunho sexual e marcar encontros amorosos durante o expediente com colegas casados.
A investigação interna da empresa apontou que o comportamento inadequado se repetiu ao longo de vários meses, utilizando os recursos corporativos para fins particulares. Ao ser desligada, a trabalhadora recorreu à Justiça alegando que a empregadora teria violado sua privacidade ao fiscalizar o conteúdo das conversas.
A juíza Cristiane Serpa Panzan rejeitou os argumentos da defesa, destacando que a plataforma pertencia à empresa e era destinada exclusivamente a demandas profissionais. Além disso, a própria autora da ação admitiu a veracidade dos registros e confirmou os envolvimentos relatados nos autos do processo.
Para a magistrada, a repetição das mensagens por um longo período e a marcação de encontros sexuais dentro do ambiente profissional configuraram uma falta grave. A sentença de primeira instância manteve o desligamento por justa causa, embora a decisão ainda admita recursos.
Com informações de amazonnews.app.