Desafios do próximo presidente para o setor agropecuário
O futuro chefe do Executivo federal precisará lidar com demandas urgentes do agronegócio, que incluem a busca por financiamentos previsíveis, proteção contra intempéries climáticas e melhorias logísticas para baratear a produção e o escoamento. O foco principal é encontrar formas de sustentar o avanço do setor sem tanta exposição aos riscos que cresceram nos últimos anos.
Entidades representativas, como a Abag e a CNA, unem-se em torno de pautas comuns, exigindo planos plurianuais para o crédito e para a apólice de seguro, além de investimentos robustos em redes físicas e digitais, segurança jurídica e novos mercados internacionais. A questão do financiamento tornou-se delicada com a transição para instrumentos privados, como CRAs e Fiagros, esbarrando nos juros elevados e na alta percepção de risco.
O seguro rural ganhou extrema relevância devido a recorrentes perdas causadas pelo clima, gerando propostas como a alocação de R$ 4 bilhões para subvenções e a atualização do marco regulatório. Paralelamente, os gargalos de infraestrutura persistem desde a porteira até os portos, envolvendo armazéns, rodovias, ferrovias e conectividade, enquanto a dependência de fertilizantes estrangeiros exige incentivos à fabricação local.
No comércio exterior, o cenário internacional fragmentado exige estratégias para preservar parceiros tradicionais e diversificar as vendas externas, agregando valor aos produtos. Os principais presidenciáveis já apresentaram visões distintas sobre como atender a essas demandas, divergindo em pontos como a ampliação do mercado de capitais, cortes em barreiras regulatórias, reformas no Plano Safra e incentivos tecnológicos.
Com informações de cnnbrasil.com.br.