Dívida consolidada líquida do Amazonas fecha 2025 em R$ 7,5 bilhões
As contas públicas do Amazonas encerraram o ano de 2025 com uma dívida consolidada líquida de R$ 7,53 bilhões, conforme levantamento divulgado pelo Tesouro Nacional. Esse montante equivale a 26,38% da receita corrente líquida do estado. Embora tenha apresentado um recuo em relação a 2024, quando o patamar alcançou o pico de R$ 7,87 bilhões, o débito permanece consideravelmente superior ao registrado em 2020, período em que somava R$ 2,82 bilhões. Já a dívida consolidada bruta, que desconsidera os valores em caixa, atingiu R$ 10,84 bilhões no ano passado.
Entre os anos de 2023 e 2025, a administração estadual firmou 12 operações de crédito com instituições nacionais e internacionais, a exemplo do Banco do Brasil, do BID e do Bird. Os montantes captados foram direcionados a iniciativas nas áreas de infraestrutura, saneamento, habitação, educação e gestão fiscal. Entre os contratos de maior expressão estão dois empréstimos de R$ 3 bilhões cada, celebrados com o Banco do Brasil em dezembro de 2024. No ano seguinte, o estado ainda garantiu novos repasses, incluindo um acordo de US$ 585 milhões com o Bird em junho e uma operação de R$ 1,5 bilhão em novembro.
Especialistas apontam que a expansão do endividamento traz reflexos diretos para o orçamento público, exigindo previsões financeiras rígidas para o pagamento de juros e amortizações. Esse comprometimento de recursos pode, futuramente, restringir a margem para investimentos em políticas públicas e limitar a obtenção de novos créditos em momentos de urgência. Os dados detalhados compõem o sistema oficial Siconfi e são consolidados pelo Tesouro Nacional para padronizar a análise fiscal dos governos estaduais e municipais.
Com informações de g1.globo.com.