Embaixador dos EUA classifica agressão a fotojornalista como terrorismo
O representante diplomático dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, classificou como um ato de terror o espancamento sofrido pela fotojornalista norte-americana Heidi Levine na Cisjordânia. A profissional foi agredida na última sexta-feira, dia 16, enquanto cobria a colheita de azeitonas na vila palestina de Abu Falah. Através de uma rede social, a autoridade exigiu uma apuração aprofundada, além da captura e punição rigorosa dos responsáveis.
Conforme o relato da vítima, mais de cinquenta colonos a jogaram no solo e a agrediram violentamente por um período superior a dez minutos, subtraindo sua máquina fotográfica, seu telefone celular e seus documentos pessoais. Levine precisou passar por um procedimento cirúrgico na mão e segue hospitalizada na cidade de Tel Aviv com costelas quebradas e diversas outras lesões corporais.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, manifestou reprovação à violência generalizada, mas classificou o ocorrido como uma suposta agressão e argumenta que os fatos ainda precisam de esclarecimento. Enquanto isso, as autoridades policiais de Israel iniciaram um inquérito para apurar o caso, e o Exército confirmou que houve intervenção militar na área após relatos de tumulto.
Os episódios de violência envolvendo colonos contra palestinos e profissionais da imprensa têm registrado alta na região, incluindo ataques recentes contra equipes de veículos como a AFP e a rede CNN. Organizações não governamentais locais apontam que a maior parte das investigações sobre essas agressões acaba arquivada sem o oferecimento de denúncias formais.