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Embaixador dos EUA classifica ataque a fotojornalista como terrorismo

Ygara news
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Embaixador dos EUA classifica ataque a fotojornalista como terrorismo

O representante diplomático dos Estados Unidos em território israelense, Mike Huckabee, classificou como ato de terror a agressão sofrida pela fotojornalista norte-americana Heidi Levine na Cisjordânia. A profissional foi espancada no dia 16 durante a colheita de azeitonas na vila palestina de Abu Falah. Através de uma rede social, a autoridade exigiu apuração rigorosa, prisão e punição severa aos responsáveis pela violência.

Segundo o relato da própria vítima, mais de 50 colonos a derrubaram no chão e a agrediram violentamente por mais de dez minutos. Os criminosos ainda levaram seu passaporte, telefone celular e equipamento fotográfico. Atualmente internada em Tel Aviv, a repórter sofreu fraturas nas costelas, diversas lesões e precisou passar por um procedimento cirúrgico na mão. O jornal Washington Post manifestou indignação e cobrou transparência nas investigações.

O chefe de governo de Israel, Binyamin Netanyahu, repudiou a violência generalizada, porém tratou o episódio como uma suposta agressão e alegou que os fatos ainda precisam de esclarecimento. Tanto a polícia quanto as forças armadas israelenses iniciaram apurações sobre o ocorrido. As autoridades locais também investigam outra ocorrência recente envolvendo agressões de colonos contra diplomatas europeus e representantes católicos em território cisjordaniano.

Os episódios de violência praticados por colonos contra palestinos e profissionais da imprensa registraram forte alta recentemente. Organizações de direitos humanos apontam falhas sistêmicas na punição desses crimes na região. Casos semelhantes de ataques contra jornalistas de agências internacionais e emissoras de TV já haviam sido registrados nos últimos meses durante coberturas jornalísticas na Cisjordânia.

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