Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 🌦️ Manaus 27°C Garoa fraca
MUNDO

Estados Unidos retomam pelotões de fuzilamento após falhas em execuções

Ygara news
Compartilhar
Estados Unidos retomam pelotões de fuzilamento após falhas em execuções

O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a pena capital após o secretário de Defesa Pete Hegseth anunciar que os militares vão transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan. O ex-psiquiatra militar assassinou 13 soldados desarmados na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. Esta será a primeira vez que o Exército americano utilizará um pelotão de fuzilamento desde 1945, um procedimento já permitido em alguns estados do país.

A decisão ocorre logo após uma tentativa frustrada de injeção letal envolvendo Christa Pike, condenada pelo homicídio de um colega de classe. De acordo com seus advogados, o procedimento falhou e Pike precisou ser hospitalizada, retornando à prisão dez dias depois. Casos de falhas em execuções, somados ao ressurgimento do apoio federal à pena de morte, impulsionaram o debate sobre o uso de métodos alternativos, incluindo a cadeira elétrica e a câmara de gás.

Desde que foi adotada no Texas em 1982, a injeção letal tornou-se o principal meio de execução nos Estados Unidos. No entanto, entidades apontam dezenas de falhas ao longo das últimas cinco décadas devido a problemas com o treinamento de funcionários, armazenamento inadequado de substâncias e dificuldades na obtenção de medicamentos. Especialistas médicos ressaltam que qualquer método de execução pode causar dor severa caso ocorram erros operacionais.

Diante desses desafios, alguns governos estaduais passaram a adotar o gás nitrogênio, enquanto outros reautorizaram métodos tradicionais como a cadeira elétrica e o fuzilamento. Em Idaho, por exemplo, o fuzilamento tornou-se o procedimento padrão devido a obstáculos com as injeções letais. O retorno desses métodos tradicionais ganha força em meio a discussões sobre a eficácia e a humanidade das punições capitais no território americano.

Com informações de bbc.co.uk.

Leia também