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Estudante acusa reitor da Cornell de duvidar de denúncia de estupro

Ygara news
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Estudante acusa reitor da Cornell de duvidar de denúncia de estupro

Uma ex-aluna da Universidade Cornell que afirma ter sido vítima de estupro coletivo em uma festa de fraternidade relatou ter se sentido desacreditada pelo presidente da instituição, Michael Kotlikoff. Identificada anonimamente como Jane Doe, ela enviou uma carta aos professores afirmando que o dirigente teria questionado o motivo de ela ter demorado semanas para denunciar o ocorrido. O caso aconteceu em outubro de 2024 na fraternidade Chi Phi e a aluna entrou com uma ação judicial no mês passado.

A universidade em Nova York classificou a versão da aluna como incorreta e informou que a pergunta do reitor sobre a demora na denúncia foi direcionada a testemunhas oculares que não utilizaram a linha de denúncias anônimas da instituição. A carta foi divulgada no momento em que o corpo docente se prepara para realizar uma votação de desconfiança em relação à liderança de Kotlikoff, marcada para o dia 28 de outubro. Todos os sete ex-membros da fraternidade citados no processo negaram irregularidades e nenhum foi formalmente acusado de crime até o momento.

O promotor local inicialmente recusou apresentar acusações quando a aluna relatou o caso à polícia do campus em 8 de novembro, mas a investigação foi reaberta posteriormente. A instituição de ensino abriu uma apuração interna e uma investigação de direitos civis após as denúncias, além de adotar medidas como a proibição de festas em fraternidades. Durante uma reunião na quarta-feira, professores questionaram Kotlikoff e expressaram preocupação com o tratamento dado pela diretoria aos casos de má conduta sexual no campus.

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