Ex-policial de Chicago é apontado como autor de assassinato de 1960
A polícia de Chicago revelou nesta segunda-feira que vestígios de DNA recém-analisados permitiram solucionar o assassinato da menina Gloria Kowalewicz, de oito anos, cometido em novembro de 1960. O responsável pelo crime foi identificado como Thomas McInerney, que atuou como detetive de homicídios na própria corporação e faleceu em 2006.
Gloria desapareceu na manhã do dia 12 de novembro de 1960, quando caminhava de sua residência, no bairro West Englewood, em direção a uma igreja local, para onde nunca chegou. Seu corpo foi localizado horas depois em uma vala em uma reserva florestal a sudoeste de Chicago, apresentando marcas de tiro.
Na época, uma ampla força-tarefa policial interrogou cerca de 1.300 pessoas e coletou diversos vestígios na cena do crime, incluindo uma bala, o casaco da vítima, uma bolsa de comunhão e impressões digitais. Apesar dos esforços, o caso permaneceu sem solução por mais de seis décadas.
A reviravolta ocorreu no início de 2026, quando dados genéticos enviados a um site de árvore genealógica ajudaram o FBI a conectar McInerney ao local do homicídio. Testes adicionais de DNA, balística e impressões digitais confirmaram que ele, que era vizinho da vítima na época e veterano do exército, cometeu o crime.
A corporação policial lamentou que os pais de Gloria tenham falecido sem descobrir a verdade e classificou a conduta de McInerney como abominável. O ex-policial seguiu na corporação até 1987 e depois trabalhou como investigador federal em Nevada até se aposentar em 2004, falecendo aos 70 anos sem jamais responder judicialmente pelo crime.
Com informações de theguardian.com.