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FAB diz que helicóptero de Rick voava em espaço não controlado

Ygara news
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FAB diz que helicóptero de Rick voava em espaço não controlado

A Força Aérea Brasileira confirmou que o helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, operava em espaço aéreo não controlado, a mesma condição registrada no voo de Marília Mendonça em 2021. A categoria, amparada pelas normas internacionais de aviação, indica que o piloto assume a responsabilidade pela condução da aeronave, sem a necessidade de manter contato com órgãos de tráfego para obter autorizações ou instruções de separação.

De acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, essas áreas não ficam totalmente desassistidas, pois os pilotos podem obter dados importantes para a segurança por meio dos Serviços de Informação de Voo. No episódio envolvendo o helicóptero de Rick, esse suporte foi realizado pelo Serviço de Informação de Voo Curitiba, vinculado ao Cindacta II, que fornece dados, mas não atua na orientação ou separação de tráfego.

A aeronave modelo Bell 430, de prefixo PP-MGR, partiu às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, rumo ao heliponto Metropolitan Criciúma, com aterrissagem prevista para 11h24. O acidente ocorreu em uma área de Urubici, resultando na morte de Rick, do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares, do piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e do copiloto Leopoldo de Barros.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos segue apurando os fatores determinantes da queda, sem apontar qualquer relação entre a classificação do espaço aéreo e o acidente. Na data da ocorrência, a região de Urubici e São Joaquim estava sob alerta máximo para tempestades emitido pelo Inmet, prevendo ventos superiores a 100 km/h e volumes expressivos de chuva.

A caixa-preta do helicóptero foi recuperada e será submetida à análise no laboratório especializado de Brasília para auxiliar o Cenipa na investigação. A menção ao caso de Marília Mendonça foi feita apenas pelo paralelismo na classificação do espaço aéreo, lembrando que a tragédia da cantora teve o julgamento de pilotagem apontado como fator contribuinte após conclusão do relatório oficial.

Com informações de amazonasatual.com.br.

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