Filho de líder de seita no Quênia diz que irmãos sofriam jejum forçado
O filho mais velho do líder sectário queniano Paul Mackenzie revelou que seus irmãos mais novos continuavam sendo submetidos a jejuns forçados até duas semanas atrás. Dan Mackenzie, de 27 anos, acionou as autoridades policiais após notar a situação na casa de sua avó, o que resultou no resgate de oito menores, incluindo seus cinco irmãos menores de idade. A ação ocorreu pouco antes de seu pai ser condenado pelo assassinato de 191 pessoas que morreram de fome na floresta de Shakahola.
Paul Mackenzie e outros 28 líderes da congregação foram considerados culpados na segunda-feira pela morte de 190 crianças e um adulto. O grupo seguia ordens para jejuar até a morte para encontrar Jesus. A juíza Diana Mochache, na cidade portuária de Mombaça, apontou que os seguidores enxergavam o pastor como o porta-voz de Jesus, classificando os enterros na mata como casamentos espirituais.
Dan, que no passado chegou a defender o pai e sofreu abusos na infância, relatou que precisou romper com a família para salvar os parentes remanescentes. Atualmente, ele trabalha como mototaxista na cidade costeira de Malindi para se sustentar e cuidar dos irmãos. O pastor e seus cúmplices ainda enfrentam processos adicionais relacionados a terrorismo, radicalização e proibição da escolarização infantil.