Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 5 de outubro de 2026 ☁️ Manaus 34°C Nublado
MUNDO

Governadora de Nova York critica condução de caso em Cornell

Ygara news
Compartilhar

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou na sexta-feira que o sistema falhou com a jovem envolvida na denúncia de um suposto estupro coletivo ocorrido em 2024 na Universidade Cornell. Em entrevista coletiva ao lado da procuradora-geral Letitia James, a governadora criticou duramente a postura da instituição de ensino e das autoridades locais diante do caso que chocou o país.

Em uma medida jurídica incomum anunciada na quinta-feira, James assumiu o comando integral do caso na qualidade de promotora especial. A procuradora será responsável por supervisionar a investigação policial e, se houver embasamento, apresentar as evidências a um grande júri. Hochul afirmou que não permitirá que o assunto seja abafado e cobrou total transparência na apuração dos fatos.

A controvérsia teve início quando uma ex-aluna de 20 anos, identificada sob o pseudônimo de Jane Doe, ajuizou uma ação civil em setembro relatando ter sido drogada e violentada por sete horas por cinco homens em uma casa da fraternidade Chi Phi. Dois membros foram expulsos da faculdade, mas nenhum dos envolvidos sofreu prisões ou consequências criminais na época, recebendo apenas punições internas brandas, enquanto alguns negam as acusações e outros alegam consentimento.

Hochul expressou indignação com o fato de a polícia universitária não ter repassado imediatamente os relatos mais graves ao promotor distrital do condado de Tompkins, Matthew Van Houten, que em 2024 optou por não processar o caso. A governadora também apontou lacunas na legislação estadual sobre a intoxicação voluntária e reforçou que o consumo de álcool ou drogas por parte da vítima jamais constitui justificativa para agressões sexuais.

Em nota, a Universidade Cornell declarou apoio total à nomeação da promotora especial e informou que passará por uma revisão externa independente para avaliar como lidou com a ocorrência. Enquanto isso, a fraternidade Chi Phi permanece com as atividades suspensas por tempo indeterminado e a equipe jurídica da vítima segue buscando responsabilização civil e criminal para os envolvidos.

Com informações de theguardian.com.

Leia também