Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 ☁️ Manaus 27°C Nublado
BRASIL

Governo estuda crédito para empresas com fim da escala 6×1

Ygara news
Compartilhar
Governo estuda crédito para empresas com fim da escala 6×1

A equipe econômica planeja disponibilizar programas de treinamento e linhas de financiamento voltados a empreendimentos que venham a sofrer impactos com o término da escala de trabalho 6×1. Na última sexta-feira (16), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que os reflexos da emenda constitucional nos negócios serão mensurados, mas o poder público já antecipa suporte financeiro para o período de transição.

Em entrevista concedida à TV Band na mesma data, Durigan explicou que o objetivo é auxiliar as companhias a se adequarem ao novo modelo por meio de investimentos em produtividade e inovação. O ministro destacou que o governo também pretende dar respaldo a organizações impactadas pela reforma tributária, ressaltando que o apoio servirá para modernizar processos, treinar equipes e incorporar novas tecnologias.

Para estruturar as capacitações, especialmente voltadas aos pequenos negócios, a gestão federal conta com a parceria de entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Além disso, Durigan lembrou que o limite de crédito para pequenos empreendimentos já foi elevado de R$ 250 mil para R$ 500 mil, abrangendo operações de capital de giro.

A nova legislação que altera a jornada foi aprovada pelo Congresso e promulgada no dia 16 de outubro, estabelecendo dois dias de descanso remunerado semanais e a diminuição progressiva do limite de carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. Estatísticas apontam que de 68% a 70% dos postos de trabalho no país já operam fora do regime 6×1.

Por fim, o ministro abordou o cenário macroeconômico, classificando os juros elevados como um obstáculo e defendendo a manutenção do ajuste nas contas públicas com foco em superávits graduais. Durigan frisou que a estratégia busca garantir previsibilidade e proteger programas sociais, rejeitando cortes drásticos que possam prejudicar a atividade econômica nacional.

Leia também