Helicóptero de Rick estava em espaço não controlado, diz FAB
A Força Aérea Brasileira confirmou que o helicóptero que transportava o cantor Rick operava em espaço aéreo não controlado, a mesma condição registrada no voo que vitimou Marília Mendonça em novembro de 2021. De acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, essa classificação internacional não indica falta de segurança ou ausência de monitoramento, mas sim que o piloto conduz a aeronave sem a necessidade de manter contato constante com órgãos de controle para receber autorizações de voo.
O helicóptero modelo Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma, com chegada prevista para as 11h24. A aeronave acabou caindo em uma região de Urubici, resultando na morte do artista, do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares, do piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e do copiloto Leopoldo de Barros. Na data do fato, a região de Urubici e São Joaquim estava sob alerta máximo para tempestades emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
A FAB ressaltou que a categoria do espaço aéreo não estabelece, por si só, relação com a causa da tragédia. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos segue apurando as circunstâncias do caso, sem conclusões até o momento sobre a influência das condições meteorológicas. A caixa-preta do helicóptero foi recuperada e será submetida a análises no laboratório específico da instituição em Brasília para auxiliar nas investigações.
Com informações de amazonasatual.com.br.