Iêmen alerta para colapso de hospitais em Taiz devido a cerco dos houthis
O governo reconhecido internacionalmente do Iêmen emitiu um alerta severo sobre uma crise humanitária iminente na cidade de Taiz, localizada no sudoeste do país, devido ao bloqueio imposto pelo grupo houthi e à obstrução de insumos básicos. Em comunicado divulgado em um sábado, o Ministério da Saúde Pública e População informou que os estoques de remédios, soros, materiais médicos e combustíveis nos hospitais locais estão prestes a acabar.
Caso o cenário persista, setores críticos como atendimento de emergência, cirurgias, UTIs, diálise e neonatologia podem paralisar as atividades, ameaçando diretamente pacientes, feridos, gestantes e recém-nascidos. A escassez de combustível também compromete geradores de energia, ambulâncias e a refrigeração de vacinas, o que pode desencadear consequências graves e óbitos evitáveis, segundo a pasta governamental.
Diante do quadro, o governo iemenita exigiu o fim imediato do cerco, a reabertura das vias de abastecimento e a garantia de trânsito seguro para doentes, equipes médicas e ajuda humanitária. Apelos também foram direcionados à Organização das Nações Unidas e a entidades humanitárias para o envio urgente de medicamentos, oxigênio e combustíveis aos centros de saúde da região.
O cerco atual é considerado por autoridades locais mais severo do que o enfrentado entre 2015 e 2016, afetando cerca de 2,8 milhões de residentes em zonas controladas pelo governo e outros 200 mil deslocados recentes. Com o avanço das ofensivas e o corte de estradas, o preço do combustível no mercado negro saltou de 30 mil para 90 mil riais iemenitas, enquanto agências internacionais alertam para o colapso do sistema de saúde.
Com informações de aljazeera.com.