Impasse em cúpula da UE coloca orçamento de longo prazo em dúvida
Líderes da União Europeia demonstraram resistência nesta quinta-feira em relação ao próximo orçamento de longo prazo do bloco durante uma cúpula realizada em Bruxelas. O encontro terminou sem consenso e colocou em xeque a meta de fechar o acordo até o final do ano, o que pode causar atrasos significativos e coincidir com uma série de eleições nacionais.
A proposta de compromisso apresentada pela presidência irlandesa, que previa cortes de 141 bilhões de euros no volume total, foi amplamente rejeitada pelos governos. Com o fracasso das negociações iniciais, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, assumirá o comando do processo e deve apresentar uma nova proposta em poucas semanas.
O novo texto deve focar em manter as contribuições nacionais baixas, introduzir taxas em nível europeu para financiar o orçamento e preservar a flexibilidade para gastos imprevistos. Uma cúpula especial foi convocada para o próximo dia 26 de novembro para debater os novos parâmetros apresentados por Costa.
O principal obstáculo para o acordo reside nas divergências entre os países contribuintes líquidos, liderados pela Alemanha, que defendem cortes profundos, e o bloco de nações do sul e leste que lutam para preservar os recursos tradicionais. Além disso, autoridades expressam preocupação de que o adiamento para 2027 coincida com o calendário eleitoral em nações como França, Itália e Polônia.