Incêndios na Austrália destruíram casas perto de vegetação em 2019
Um levantamento inédito revelou que praticamente todas as residências destruídas no estado australiano de Nova Gales do Sul, durante os intensos incêndios florestais do verão de 2019 e 2020, estavam localizadas dentro de uma faixa de 100 metros de vegetação inflamável. Os dados, publicados no International Journal of Wildland Fire, confirmam a eficácia dos mapas de risco tradicionais adotados pelas autoridades locais de combate a incêndios e planejamento urbano.
A pesquisa demonstrou que 94% das 2.475 casas perdidas na região estavam posicionadas a menos de 100 metros de árvores e outras plantas combustíveis. No entanto, o estudo alerta que o aquecimento global pode agravar as condições climáticas e obrigar o aumento dessa distância de segurança recomendada, visto que dias de perigo extremo registraram a queima de imóveis mais afastados.
Especialistas da Universidade de Wollongong que lideraram o trabalho destacam que a regra dos 100 metros funcionou bem para o cenário avaliado, mas o agravamento da crise climática traz alertas importantes. O avanço de chamas em áreas urbanas ao redor do mundo preocupa cientistas, que ressaltam a necessidade de melhorias nas normas de construção e reforço nas medidas de proteção para a população.
O serviço de bombeiros rurais de Nova Gales do Sul informou que as diretrizes atuais resistiram bem a um período considerado extremo, mas reforçou a importância de os moradores adotarem padrões construtivos mais rígidos. Com previsões de uma temporada desafiadora, autoridades orientam que a população mantenha os preparativos e a limpeza de vegetação ao redor dos imóveis em dia.