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Irã classifica o Starlink como ferramenta de guerra

Ygara news
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Irã classifica o Starlink como ferramenta de guerra

As autoridades do Irã reafirmaram a intenção de manter o cerco ao serviço de internet via satélite Starlink, enquanto preparam novas limitações à rede global em meio ao conflito em curso com os Estados Unidos e Israel. O sistema criado por Elon Musk é proibido no país por motivos de segurança nacional, e a utilização ou distribuição de seus equipamentos resulta em pesadas multas, além de penas de prisão que podem chegar a cinco anos, ou até mesmo à pena de morte caso haja acusações de espionagem.

Mohammad Amin Aghamiri, secretário do Conselho Supremo do Ciberespaço iraniano, classificou o equipamento como um instrumento de combate usado por inimigos para comando, controle e coleta de informações. Embora o governo não tenha detalhado quais tecnologias emprega para bloquear os sinais, especialistas apontam o uso de bloqueadores de sinal, falsificação de localização GPS e patrulhas com drones para apreender terminais contrabandeados desde 2022, quando ex-lideranças israelenses admitiram ter enviado milhares de unidades ao país.

A população iraniana, estimada em 90 milhões de habitantes, já enfrentou dois blecautes digitais prolongados em 2026: um de três semanas em janeiro e outro de 88 dias no início da guerra aberta desencadeada em 28 de fevereiro. A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, justificou que a lentidão e as quedas na conexão são medidas necessárias para resguardar a população e os ativos nacionais contra investidas cibernéticas.

Diante do forte controle estatal e da proibição de milhares de sites internacionais, a maioria dos cidadãos recorce a redes virtuais privadas e canais alternativos para burlar os bloqueios, embora essas ferramentas fiquem escassas durante os apagões. Um documento estratégico divulgado recentemente por canais ligados ao governo sugere que plataformas como Google Play e WhatsApp poderiam ter os bloqueios revistos no futuro, enquanto YouTube e Telegram precisariam negociar condições diretas com Teerã para voltar a funcionar.

Com informações de aljazeera.com.

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