Livro revela os 491 dias de cativeiro de israelense em Gaza
O israelense Eli Sharabi passou 491 dias como prisioneiro do Hamas em túneis subterrâneos em Gaza, experiência detalhada na obra Refém. Ele foi capturado em 7 de outubro de 2023, durante a incursão do grupo contra o kibutz Be'eri, momento em que perdeu o contato com a esposa Lianne e as filhas Noiya e Yahel, cujos falecimentos só confirmou após a soltura.
Dentro dos esconderijos, marcados por pouca circulação de ar, trevas e odores desagradáveis, os cativos permaneciam algemados pelas mãos e pés. A alimentação resumia-se a pedaços de pão pita, além de sopas ou massas eventuais. Entre as memórias marcantes do período está a divisão secreta de uma garrafa de Fanta laranja deixada pelos captores.
Como o prisioneiro mais velho do grupo na maior parte do tempo, Sharabi tentava manter a ordem e apaziguar os ânimos, embora atritos e a formação de pequenas facções tenham ocorrido entre os quatro homens. Os captores controlavam o suprimento de mantimentos e forçavam os reféns a gravar vídeos de propaganda, preservando a vida deles apenas para utilizá-los como moeda de barganha.
Liberado em fevereiro de 2025, Sharabi utilizou a escrita do livro como uma forma de terapia para processar os traumas e registrar o período de angústia. Enquanto o leitor descobre o destino trágico de sua família logo no início da leitura, o autor precisou aguardar todo o tempo de cativeiro para conhecer a dolorosa verdade sobre os entes queridos.
Com informações de www1.folha.uol.com.br.