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BRASIL

Lula e Flávio divergem em propostas econômicas

Ygara news
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Lula e Flávio divergem em propostas econômicas

As diretrizes econômicas apresentadas por Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro revelam divergências profundas quanto à condução das contas públicas, à política tributária e às relações trabalhistas. Enquanto o projeto associado a Lula prioriza a manutenção do arcabouço fiscal atual, investimentos estatais e programas sociais, a chapa de Flávio aposta na diminuição da máquina pública, em cortes de despesas administrativas e na simplificação de tributos.

No campo fiscal, Lula planeja preservar o mecanismo de controle de gastos e buscar resultados melhores atrelados ao crescimento da economia, além de promover uma taxação mais progressiva para as rendas elevadas. Em contrapartida, Flávio propõe uma nova regra ligada à trajetória da dívida e um corte de 1,5% do Produto Interno Bruto em 2025, o equivalente a cerca de R$ 190 bilhões, conforme detalhado por sua equipe em agosto deste ano.

No que tange ao mercado de trabalho, Lula defende o aumento real do salário mínimo e a diminuição da jornada semanal para 40 horas sem redução de remuneração. Já Flávio foca na criação de novas formas de contratação com encargos reduzidos para faixas etárias específicas, além de incentivos voltados ao agronegócio e à produção nacional de fertilizantes.

Ambos os lados asseguram a preservação de iniciativas de assistência, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, embora persistam dúvidas sobre a viabilidade de financiamento dessas ações frente às metas de cada plano. O debate também esbarra no histórico recente, lembrando que o PIB teve alta média de 1,4% ao ano entre 2019 e 2022, enquanto no terceiro mandato de Lula, de 2023 a 2025, o crescimento médio foi de 2,9% ao ano, com desemprego a 5,6% em 2025 e dívida pública alcançando 82,9% do PIB em agosto deste ano.

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