Mansão britânica secreta revela passado de espionagem na Segunda Guerra
A histórica mansão Trent Park, situada no norte de Londres, abriu suas portas ao público pela primeira vez como museu. O local funcionou durante a Segunda Guerra Mundial como um centro secreto de inteligência britânico, onde oficiais monitoravam conversas de prisioneiros alemães de alta patente.
O governo do Reino Unido requisitou a propriedade em setembro de 1939, após a morte de seu antigo proprietário, sir Philip Sassoon. Thomas Kendrick, líder do serviço secreto, transformou o porão da mansão em uma central de escutas equipada com microfones ocultos em vasos, luminárias e até em árvores do jardim.
A estratégia consistia em oferecer um tratamento luxuoso e confortável aos generais nazistas para fazê-los baixar a guarda. Acreditando estarem seguros, os prisioneiros conversavam livremente e acabavam revelando informações vitais sobre táticas militares, como o desenvolvimento dos mísseis V-1 e V-2.
Para superar a barreira do jargão militar alemão, a operação recrutou refugiados judeus que falavam o idioma para atuar na escuta. As revelações obtidas em Trent Park ajudaram a moldar os rumos do conflito global e anteciparam cenários da futura Guerra Fria, encerrando suas atividades em novembro de 1945.
Com informações de redir.folha.com.br.