Médica alertou sobre risco para menina morta por seita
Um inquérito judicial na Austrália começou a examinar a morte de Elizabeth Struhs, de oito anos, que faleceu após ter sua insulina retirada por membros de uma seita religiosa. A menina tinha diabetes tipo 1 e morreu em 7 de janeiro de 2022, em sua residência na cidade de Toowoomba, a oeste de Brisbane, enquanto integrantes do grupo cantavam e oravam ao seu redor.
Durante a primeira sessão do inquérito, realizada na última segunda-feira, foi revelado que uma médica já havia alertado o departamento de proteção à infância anos antes. Em um relatório enviado em julho de 2019, após a internação da criança em estado grave, a especialista afirmou que Elizabeth correria risco se retornasse aos cuidados da mãe, Kerrie Struhs, devido à recusa da genitora em aceitar o tratamento médico.
Apesar dos alertas formais enviados à polícia e aos órgãos de proteção, a menina acabou retornando para o convívio familiar sob um acordo voluntário de intervenção. A equipe médica responsável pelo atendimento hospitalar não foi informada sobre essa decisão, que permitiu que a criança voltasse para o mesmo ambiente de vulnerabilidade.
No ano passado, 14 adultos pertencentes ao grupo religioso conhecido como os Santos foram condenados pela morte da menina, incluindo o pai, Jason Struhs, a mãe, Kerrie Struhs, o irmão Zachary Struhs e o líder Brendan Stevens. O pai havia salvado a filha em 2019, mas acabou sendo convertido pelas crenças da esposa enquanto ela cumpria pena por um incidente anterior.
Com informações de theguardian.com.