Morre em Manaus o artista e imortal Sérgio Vieira Cardoso aos 72 anos
O artista amazonense Sérgio Vieira Cardoso faleceu na manhã deste sábado em Manaus, aos 72 anos de idade. Embora os parentes não tenham informado a causa do óbito, o criador vinha lidando com complicações cardíacas. Ele era bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amazonas e acumulou meio século de atuação em várias vertentes artísticas, incluindo teatro, literatura, cinema, artes plásticas e fotografia.
A produção de Cardoso tinha como foco principal a preservação da floresta amazônica, o resgate da memória manauara, denúncias de violência contra o meio ambiente e questões sociais. Sua carreira de exposições começou em 1975 na capital amazonense e, quatro anos mais tarde, alcançou projeção nacional com mostras em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Recife e Brasília. Em 1981, ele se transferiu para a Venezuela, onde cursou doutorado em Administração de Serviços Culturais no Centro Latino-Americano do Caribe de Desenvolvimento Cultural.
De retorno ao território amazonense, o artista coordenou a área de assuntos culturais na Secretaria de Educação e Cultura do Amazonas entre 1981 e 1991, além de assumir a direção superintendente da Televisão Educativa do Amazonas em 1987. No âmbito teatral, suas produções mais celebradas foram A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz e Carmen de La Zone. O reconhecimento literário veio em maio de 2017, quando assumiu a cadeira número 2 da Academia Amazonense de Letras, sucedendo Moacir Andrade.
Mais recentemente, em maio deste ano, ele apresentou um documentário sobre a história dos irmãos Piola, atletas que passaram por equipes de futebol como Fast Clube, Nacional e Paysandu. Atualmente, o Centro Cultural Palácio da Justiça, situado no Centro Histórico de Manaus, mantém em cartaz a mostra Papers & True Graphics, que reúne fotografias e pinturas de sua autoria.
Com informações de amazonasatual.com.br.