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MUNDO

Mudanças no Medicaid americano exigem 80 horas de trabalho mensais em 2027

Ygara news
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Profissionais de saúde e defensores de pacientes nos Estados Unidos estão apreensivos com a data de 1 de janeiro de 2027, quando entrarão em vigor as regras mais controversas da reforma da saúde republicana. A lei conhecida como HR 1, sancionada por Donald Trump em 4 de julho de 2025, cortou cerca de 1 trilhão de dólares em gastos federais do setor e eliminou subsídios, o que deve resultar em 17 milhões de novos sem-seguro até 2034.

O principal ponto de preocupação é a exigência de que milhões de beneficiários do Medicaid comprovem o cumprimento de 80 horas mensais de trabalho, estudo ou voluntariado para manter o benefício. A obrigação afetará a população de expansão em 44 estados americanos, atingindo aproximadamente 20 milhões de pessoas que também precisarão renovar a elegibilidade a cada seis meses.

Especialistas e médicos alertam que a medida criará burocracias complexas, aumentando o endividamento médico e o adiamento de tratamentos necessários. A redução na cobertura retroativa e a exclusão de certos imigrantes legais também fazem parte da nova legislação, que preocupa tanto associações de pediatria quanto defensores dos idosos.

Além do impacto direto sobre as famílias, a lei projeta um aumento drástico em contas médicas não pagas nos hospitais americanos, estimado em 278 bilhões de dólares até 2034 pelo Urban Institute. Com o fechamento de unidades de saúde e a superlotação nos prontos-socorros, pesquisadores preveem uma crise de acesso à saúde em nível nacional.

Com informações de theguardian.com.

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