Nova escalada de violência ameaça estabilidade na Etiópia
Os combates entre as forças de segurança da Etiópia e as autoridades da região de Tigré ganharam intensidade drástica recentemente, acendendo o alerta para o risco de uma nova guerra civil no segundo país mais populoso do continente africano. Entre 2020 e dois anos seguintes, os dois lados travaram um conflito violento que resultou em centenas de milhares de mortes e denúncias de atrocidades em massa.
As novas hostilidades provocam preocupação global devido à possibilidade de expansão do conflito para outros territórios do Chifre da África e do Golfo Pérsico. O confronto principal opõe a Força de Defesa Nacional da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré. No mês passado, os rebeldes se uniram a seis grupos opositores para formar a Aliança pela Sobrevivência, com o intuito de derrubar o primeiro-ministro Abiy Ahmed, no poder desde 2018.
A tensão também se reflete nas relações diplomáticas externas, marcadas pelo fechamento de embaixadas e expulsão de diplomatas entre Etiópia e Eritreia na última quinta-feira (1). Analistas apontam que o cenário pode se fundir com a guerra civil no Sudão, atraindo interesses de potências estrangeiras.
Diante do agravamento da crise, líderes internacionais e religiosos pedem mediação urgente, enquanto iniciativas lideradas pela União Africana enfrentam desconfiança por parte dos líderes de Tigré, deixando a região sem um mediador aceito por todas as facções.
Com informações de redir.folha.com.br.