Novos dados reforçam papel de Rosalind Franklin na descoberta do DNA
Novas evidências extraídas de anotações e chapas de laboratório reforçam a importância da cristalógrafa britânica Rosalind Franklin na elucidação da estrutura do DNA. Um estudo recente publicado no Journal of the History of Biology detalha como a pesquisadora conduzia seus trabalhos na década de 1950.
O levantamento, assinado pelo historiador Alistair Sponsel e pelo cristalógrafo Brian Sutton, contesta a versão de que Franklin não teria percebido a forma helicoidal na famosa imagem 51. A fotografia foi obtida no King’s College com o pós-graduando Raymond Gosling e visualizada sem autorização por James Watson.
A dupla Watson e Crick utilizou aqueles dados para montar o modelo tridimensional do ácido nucleico, conquista que lhes rendeu o Prêmio Nobel de 1962 ao lado de Maurice Wilkins. No livro de 1968, Watson minimizou a capacidade da cientista, mas os novos documentos mostram que ela já havia registrado hipóteses e medidas sobre a hélice em análises de uma chapa anterior, a de número 49.
Apesar de ter sido tratada injustamente por relatos misóginos ao longo dos anos, especialistas ponderam que transformá-la em mera vítima desmerece sua genialidade. A pesquisadora não pôde concorrer ao Nobel de 1962 porque faleceu quatro anos antes, em 1958.
Com informações de redir.folha.com.br.