O futuro incerto das baleias belugas resgatadas no Canadá
O último parque marinho do Canadá, o Marineland, localizado próximo às Cataratas do Niágara, encerrou suas atividades e precisou encontrar novos destinos para seus animais. Com a rejeição do governo canadense à venda de trinta belugas para a China, a administração do local alegou que os mamíferos poderiam ser eutanasiados, o que motivou uma grande operação de resgate internacional liderada por vários aquários neste verão.
O transporte envolveu o envio de trinta belugas e quatro golfinhos para locais em Chicago, Atlanta, San Diego, San Antonio e Valência, na Espanha, com a cobertura fotográfica de Carlos Osorio. Tofino foi a última beluga a deixar o país, marcando o fim da era de cativeiro de cetáceos no Canadá, que baniu a prática e a reprodução desses animais há sete anos.
Apesar da mobilização para salvar os animais, cinco belugas e um golfinho morreram após a transferência para diferentes recintos nos Estados Unidos e na Espanha. Necropsias revelaram problemas crônicos de saúde nesses animais, incluindo doenças gastrointestinais, presença de objetos estranhos nos estômagos como pedras e tinta, além de enfermidades hepáticas e problemas de visão em um dos golfinhos.
Especialistas apontam que ainda é cedo para avaliar o sucesso das remoções, lembrando que cerca de vinte baleias morreram no Marineland entre 2019 e setembro de 2025, e que o parque fechou em 2024 após crises financeiras e polêmicas de bem-estar. Enquanto ativistas defendem alternativas como santuários marinhos na costa da Nova Escócia ou instalações estilo hospice, representantes de aquários argumentam que os animais recebem cuidados especializados e que a reprodução faz parte do bem-estar animal.