O mercado milionário e a nostalgia por trás das cartas de Pokémon
Criado no Japão há 30 anos com o objetivo inicial de servir como um jogo de cartas, o Pokémon TCG conquistou gerações de fãs que montam baralhos para batalhas e trocas. Enquanto alguns colecionadores tratam o hobby como investimento e guardam os itens com rigor, outros, como crianças que brincam em família, priorizam a diversão e a interação proporcionada pelas partidas.
O valor de uma carta pode variar drasticamente dependendo de sua raridade, estado de conservação e demanda do mercado. Exemplos raros, como uma edição especial lançada no Japão em 2018 inspirada na obra O Grito, do pintor Edvard Munch, chegam a ser anunciadas por mais de R$ 60 mil. No entanto, especialistas alertam que o preço anunciado nem sempre reflete o valor real de venda.
Para definir a qualidade de conservação, colecionadores recorrem a empresas de certificação que avaliam detalhes como a centralização da impressão e danos nas bordas. Cuidados como o uso de capas protetoras e fichários ajudam a manter a integridade física dos itens, embora guardar uma carta por muito tempo não seja garantia de valorização futura.
Especialistas em finanças lembram que apostar no mercado de cartas colecionáveis como forma de enriquecimento pode ser arriscado, pois a alta de hoje pode desaparecer caso a moda mude. Além disso, a presença de falsificações no mercado reforça a necessidade de buscar lojas especializadas e consultar colecionadores experientes antes de fechar qualquer negócio.