O retorno triunfal dos chapéus extravagantes e cheios de estilo
O uso de chapéus cheios de personalidade está experimentando um forte renascimento nas passarelas e nas ruas, indo muito além dos tradicionais bonês de beisebol. Marcas renomadas como Loro Piana, Thom Browne, Chloé, Courrège, Burberry e Bottega Veneta apostaram fortemente nesses acessórios em suas coleções mais recentes, apresentando desde modelos de palha com redinha até opções futuristas e marinheiras.
Essas peças, apelidadas carinhosamente de chapéus bobinhos ou acessórios de personalidade, funcionam como um ponto criativo de destaque nos trajes, priorizando a expressão visual em vez da pura utilidade. Especialistas e designers apontam que esse tipo de adorno oferece uma chance única de exibição individual em uma época em que as roupas do dia a dia tendem a ser todas iguais.
A tendência já chegou ao mercado de massa e a grandes redes de varejo como Asos e H&M, trazendo opções em lã e estilos inspirados no visual clássico da década de 1960. A colaboração de John Galliano com a Zara também incluiu peças de estilo napoleônico e outras com toque retrô, enquanto nas ruas de Copenhague os chapéus tipo pillbox ganharam forte destaque.
Apesar de exigirem certa dose de ousadia para o uso cotidiano, esses acessórios provam que o público busca formas de se destacar sem esforço excessivo. Mesmo figuras históricas icônicas do passado já admitiram em cartas o estranhamento inicial ao adotar chapelaria, mostrando que o desafio de desfilar com essas peças elegantes acompanha os entusiastas da moda há gerações.
Com informações de theguardian.com.