O trágico motivo pelo qual Tóquio tem poucas lixeiras nas ruas
Turistas que caminham por Tóquio costumam se espantar com a imensa limpeza das vias públicas combinada com a escassez de recipientes para descarte de resíduos. Essa característica urbana, longe de ser falha administrativa, surgiu após um evento traumático que marcou a história do país.
Em março de 1995, integrantes do grupo religioso Aum Shinrikyō espalharam gás sarin no metrô da capital durante o horário de pico matinal, resultando em 14 mortes e milhares de feridos. Como precaução contra novos ataques terroristas, o governo optou por retirar os coletores de lixo das ruas.
A iniciativa alinhou-se a uma política pública de redução de custos de limpeza, transferindo para o cidadão o dever de recolher seus próprios detritos. A prática reforça o conceito cultural de não gerar transtornos aos demais membros da sociedade, estimulando a colaboração coletiva sem necessidade de forte fiscalização.
Especialistas apontam que a população assumiu o hábito de planejar onde descartar seus rejeitos ao adquirir produtos fora de casa. Para contornar a ausência de depósitos públicos, visitantes e moradores recorrem frequentemente ao furoshiki, um tecido tradicional utilizado para embrulhar e transportar o lixo temporariamente até encontrarem um local adequado.
Com informações de cnnbrasil.com.br.