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Oposição em Israel se une contra Netanyahu, mas palestinos não esperam mudanças

Ygara news
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Oposição em Israel se une contra Netanyahu, mas palestinos não esperam mudanças

Quatro correntes políticas rivais em Israel firmaram uma aliança para tentar afastar do poder o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o mais longevo da história do país. Os grupos Yashar, Democrats, Yisrael Beytenu e Together declararam o objetivo comum de preservar o caráter judaico e democrático do estado israelense. Pesquisas recentes indicam uma disputa acirrada contra a coalizão governista para o pleito marcado para 27 de outubro, sem que nenhum dos lados garanta maioria no parlamento.

O pleito ocorre em um momento de profundas crises internas em Israel, envolvendo denúncias de corrupção, falhas de segurança e debates sobre o serviço militar de ultra-ortodoxos, além de forte pressão internacional devido às ofensivas militares em Gaza e no Líbano e à expansão de assentamentos na Cisjordânia. Em 26 de setembro, os líderes Gadi Eisenkot, Naftali Bennett, Avigdor Lieberman e Yair Golan assinaram um pacto de não agressão mútua e cooperação pós-eleitoral, com Eisenkot despontando como o principal candidato ao cargo de premiê pela oposição.

Apesar da possível alternância de poder, especialistas e analistas apontam que a vitória da oposição trará impactos mínimos para os palestinos que sofrem com deslocamentos e violência na Cisjordânia e em Gaza. Os blocos opositores compartilham visões estruturais sobre o conflito, incluindo o apoio a assentamentos e a rejeição a mudanças profundas na política estatal. Líderes como Eisenkot e Bennett mantêm discursos contrários a um estado palestino e condicionam qualquer avanço à desmilitarização total do Hamas e à manutenção de posições de força.

Ainda assim, analistas avaliam que um novo governo liderado por opositores pode desacelerar medidas mais extremas defendidas por ministros da ala ultradireitista atual, como Smotrich e Ben-Gvir. Uma eventual nova gestão poderia suspender projetos polêmicos na Cisjordânia, conter a violência radical de colonos e permitir o fluxo mais previsível de ajuda humanitária e reconstrução em Gaza. Para palestinos sob forte impacto do conflito, a expectativa se resume à mitigação de danos e à preservação de vidas e terras.

Com informações de aljazeera.com.

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