Oposição indiana protesta em Nova Délhi contra chefe eleitoral
As autoridades de Nova Délhi fecharam seis estações de metrô e impuseram bloqueios no trânsito nesta segunda-feira, enquanto partidos de oposição se preparam para marchar rumo à Suprema Corte. A mobilização foi convocada por Rahul Gandhi, líder oposicionista na Câmara Baixa do Parlamento, para exigir a renúncia do comissário-chefe eleitoral, Gyanesh Kumar.
Milhares de agentes de segurança foram mobilizados pelo terceiro dia consecutivo no centro da capital, instalando barreiras metálicas. Os atos ocorrem em razão de alterações contestadas nas listas de votantes, que retiraram mais de 133 milhões de nomes dos registros eleitorais. Críticos apontam que minorias, especialmente muçulmanos, foram os mais prejudicados, beneficiando a legenda do primeiro-ministro Narendra Modi.
No último fim de semana, as forças de segurança detiveram milhares de manifestantes e pelo menos 16 jornalistas que cobriam os atos, gerando repúdio de organizações como a Repórters Sem Fronteiras. Parlamentares também relataram agressões por parte da polícia durante as manifestações, classificando a repressão como um ataque às liberdades democráticas e ao estado de direito.
A Comissão Eleitoral da Índia negou qualquer irregularidade, justificando que a varredura serviu para eliminar registros duplicados, falsos ou de pessoas falecidas. Apesar das detenções em massa e da forte presença policial, as lideranças da oposição e do movimento juvenil CJP afirmam que os protestos vão continuar até que o chefe do órgão eleitoral deixe o cargo.
Com informações de aljazeera.com.