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Países dos Bálcãs adotam posturas divididas sobre a guerra em Gaza

Ygara news
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Países dos Bálcãs adotam posturas divididas sobre a guerra em Gaza

Especialistas apontam que as nações dos Bálcãs seguem caminhos divergentes em relação a Israel durante o conflito em Gaza, guiadas por cálculos internos, diplomacia transacional e disputas de identidade, em vez de uma visão unificada sobre o Oriente Médio. O analista Marko Prelec, do International Crisis Group, destacou que cada governo da região atua de forma isolada, motivado por interesses que vão muito além da situação palestina.

Na Bósnia e Herzegovina, o conflito intensificou antigas fraturas étnico-nacionais. Enquanto muçulmanos bósnios expressam forte solidariedade aos palestinos, fazendo paralelos com o conflito da década de 1990, líderes da entidade sérvia Republika Srpska buscam alianças estreitas com o governo israelense e com setores conservadores dos Estados Unidos.

A Sérvia combina interesses econômicos de defesa com a política externa, mantendo exportações de munições e cooperação em tecnologia de drones com Israel, embora tente manter cautela diplomática multilateral. Já Kosovo e Albânia mantêm suas diretrizes alinhadas estritamente às alianças de segurança com Washington, com Pristina mantendo inclusive sua embaixada em Jerusalém.

Na Croácia e na Eslovênia, divisões políticas internas paralisam ou polarizam a diplomacia local, com debates divididos entre linhas ideológicas de esquerda e direita. Enquanto isso, na Grécia, Romênia e Bulgária, parcerias estratégicas militares e energéticas com os Estados Unidos e Israel prevalecem sobre os protestos públicos relacionados à crise humanitária em Gaza.

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