Partido de Imran Khan classifica suspensão estadual como golpe no Paquistão
O governo do Paquistão decretou estado de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, administrada pela legenda PTI do ex-primeiro-ministro Imran Khan, e suspendeu a gestão regional no domingo. Um porta-voz do partido definiu a decisão do presidente Asif Ali Zardari como um golpe disfarçado de emergência, apontando o risco de instabilidade e o intuito de barrar manifestações.
A medida ocorreu sob a justificativa de que as autoridades locais falharam no combate ao extremismo islâmico na região fronteiriça com o Afeganistão. O ministro da Justiça, Azam Nazeer Tarar, informou em coletiva de imprensa em Islamabad que um governador assumirá o comando por um período inicial de seis meses, enquanto o ministério do interior confirmou o envio de tropas para o território.
A tensão política já havia se intensificado uma semana antes, quando adeptos de Khan realizaram atos com o objetivo de marchar até a capital para exigir a soltura do líder político. Centenas de militantes e três irmãs de Khan acabaram detidas pelas forças de segurança antes do protesto.
O partido PTI refuta as acusações federais de omissão contra extremistas e alega que Islamabad falhou no repasse de recursos financeiros e equipamentos necessários. Por sua vez, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif defendeu a intervenção perante o gabinete, afirmando que a administração não pode permanecer omissa diante dos ataques enfrentados por cidadãos e agentes de segurança nos últimos dois anos.
Com informações de theguardian.com.