Partido Novo aciona o TSE para barrar atos musicais pró-democracia
Neste sábado, o Partido Novo anunciou em suas redes sociais o protocolo de uma representação jurídica junto ao Tribunal Superior Eleitoral para impedir a realização de atos musicais pró-democracia. Os concertos foram agendados para este domingo em diversas capitais do país, incluindo Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Florianópolis e Curitiba.
A programação carioca reúne nomes conhecidos da música como Caetano Veloso, Simone, João Bosco, Frejat, Marina Sena e Fernanda Abreu, enquanto a mobilização baiana tem à frente a artista Daniela Mercury. Para a legenda, essas apresentações configuram showmícios disfarçados em apoio ao candidato petista à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prática vedada pelas normas eleitorais vigentes.
Por outro lado, o movimento 342 Artes, responsável pela organização dos eventos, sustenta que as leis do país não vedam manifestações políticas por parte de profissionais da música. Na véspera, o TSE já havia arquivado outra contestação semelhante apresentada pelo deputado estadual fluminense Leonardo Aragão, filiado ao partido Mobiliza. Na ocasião, o ministro André Mendonça, que atua como vice-presidente da corte, apontou que o parlamentar carecia de legitimidade jurídica para propor medidas sobre a corrida presidencial.