PF diz que Willer Tomaz pagou para apagar links sobre Flávio Bolsonaro
Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o advogado Willer Tomaz realizou pagamentos para apagar da internet reportagens que mencionavam sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro. Os dois são alvos de um inquérito no Supremo Tribunal Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Os federais localizaram conversas e uma planilha no celular de Willer contendo doze links de matérias jornalísticas já retiradas do ar. O serviço foi prestado pela empresa Seu Nome Novo de Novo, especializada em gerenciamento de reputação digital, que cobrava mil reais por link removido, totalizando doze mil reais com descontos aplicados.
O material despublicado incluía textos sobre uma mansão de alto valor e reportagens ligando o parlamentar a cassinos em Las Vegas. A defesa do advogado declarou por nota que a iniciativa envolveu apenas a remoção de conteúdos antigos e desatualizados, negando qualquer tentativa de ocultar a amizade com o senador.
O caso tramitava inicialmente na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, mas foi remetido ao Supremo Tribunal Federal em oito de outubro devido ao foro privilegiado do parlamentar. A apuração teve início após a quebra de sigilo telemático que revelou o nome do senador associado a uma conta empresarial ligada ao advogado.